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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Eclipse

Trabalho recente do Grupo Galpão, que estreou em dezembro de 2011. Eclipse é um espetáculo baseado nas obras do autor/ dramaturgo russo Anton Tchékhov
Cinco personagens aguardam presas em um local o término de um Eclipse solar. Enquanto isso discutem sobre a existência e a condição humana, seguindo a filosofia do autor.

Crítica

Os atores tiveram um bom desenvolvimento na construção das personagens, pois as discussões levam a um âmbito filosófico da existência humana, assunto muitas vezes delicado de ser discutido. Entretanto no decorrer do espetáculo a trama e conflitos criados pelas personagens, começam a ficar apenas em discussões verborrágicas, não proporcionando elementos que realmente surpreenda o público. No entanto é um bom espetáculo para discussões filosóficas após o seu término.
Não existe muitos elementos musicais, e em umas das cenas o grupo utiliza o canto. É um trabalho muito bem executado, pois os atores conseguem atingir uma afinação adequada deixando a cena harmoniosa, agradando aos olhos e principalmente aos tímpanos.

Fontes:

Texto: Igor Erbert
Foto: Grupo Galpão

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Concerto de Ispinho e Fulo


Cia do Tijolo encena o espetáculo Concerto de Ispinho e Fulô. Musical inspirado no poeta nordestino Patativa de Assaré. Homem humilde, poeta popular, cantador desse nordeste Brasileiro. Por mais que seu corpo se encontrasse no Ceara, sua voz rompeu o horizonte, indo muito além do que os olhos podem imaginar.

O espetáculo é carregado de um lirismo peculiar, se encaixando de uma maneira simples com as músicas, e te levando aos caminhos do poeta, ao próprio nordeste.

A maneira que os atores contam a história te deixa extasiado, pois em cada movimento e gesto encontram-se  verdades que te transformam em cúmplice daqueles relatos, como se os tivéssemos vivendo naquele exato momento.

Foi um privilégio ter assistido a essa montagem por ela ter o poder de tocar a gente. É uma sensação de liberdade, pois ultimamente é difícil encontrar algo dessa magnitude que faça refletir, ou pelo menos pensar.

Fonte:

Texto: Igor Erbert

Foto: Cia do Tijolo

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Romeu e Julieta - Grupo Galpão

O Grupo Galpão oriundo de Belo Horizonte está comemorando 30 anos de existência, e com isso traz seus espetáculos nas dependências das unidades do SESC. Pra quem quiser assistir, a temporada vai de 28 de julho a 14 de Outubro.

No entanto aponto minhas palavras em uma direção em específico: Romeu e Julieta. Creio que de Shakespeare é uma de suas peças que menos gosto, Romeu um rapaz impulsivo e Julieta uma menina minada, ainda sim é uma das peças mais lembradas até hoje, um amor impossível entre dois seres.

Essa montagem e adaptação do grupo Galpão me fez refletir de que é possível olhar sobre outros pontos de vista algo que você não goste (Ou ainda não entenda), de que é sensato pensar de que é possível uma transformação do óbvio.

Primeiro que eles utilizam de elementos circenses no espetáculo para contar a história, fazendo uma conexão do Circo\Teatro e a arte de Rua. Tenho uma afinidade com música, e digo que as músicas do espetáculo me agradaram muito, além da boa afinação me trouxeram uma leveza das cantigas que catávamos quando eramos criança.

Interpretação clara e sem peso, deixando claro as características de cada personagem. O espetáculo foi apresentado ao ar livre, aproximando mais o público dos atores, dando a impressão de estarmos assistindo em uma parte qualquer da cidade.

Esse Romeu e Julieta deixou um gosto doce na boca.


Fonte:

Texto: Igor Erbert
Foto: Grupo Galpão

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Cinco sem Lona

Grupo circense formado em São Bernardo do Campo, de oficinas oriundas de um projeto Chamado Juventude Cidadã, está em atividade desde 2009.
Os integrantes do grupo estudam artes circenses em geral como, Palhaço, Malabares, Trapézio, Lira, Diabolô entre outras técnicas. Estão em cartaz com o espetáculo "Em busca do quinto elemento".



O Espetáculo - Em Busca do Quinto Elemento


Quatro Artistas criam uma trupe e resolvem registra-la, porém ocorre uma confusão entre os nomes, ela é registrada como Cinco sem lona, mas a trupe tem apenas quatro integrantes. A partir desse erro os integrantes começam a procurar mais uma pessoa para integrar o grupo, entretanto até isso se concretizar eles passam por muitas confusões dentro da magia do circo. O espetáculo é uma mistura da tradição com a contemporaneidade das artes circenses.









Critica


Eu não assisti a todas as apresentações do grupo Cinco sem lona, mas posso dizer que assisti a primeira e algumas outras no decorrer das atividades, processos e mudanças que estavam passando. Hoje posso dizer com convicção que vejo uma transformação muito gratificante e edificante nas técnicas e estrutura do grupo. Pois tiveram iniciativa de buscar objetivos e principalmente acreditar que podiam montar um espetáculo circense ao qual almejavam. Desculpem-me o termo, mas esse fato é pra calar a boca de muita gente que não acreditou, desdenhou, ou simplesmente menosprezou por capricho esse projeto, de que é possível lutar por algo transformador não apenas no palco, mas internamente, que nos faça ter o prazer de levantar da cama e ter a sensação de algo bem construído quando voltamos a ela. Como dizem: "Não existe um papel pequeno, mas sim atores pequenos." Posso dizer: "Não existe grupos pequenos, mas sim mentes medíocres que não acreditam que é possível seu próprio sucesso, ou o sucesso do próximo."

Ficha Técnica


Espetáculo: Em Busca do Quinto Elemento
Dramaturgia: Grupo Cinco sem Lona
Direção: Grupo Cinco sem Lona
Personagens:
Mestre de Cerimonias: Dudu do circo
Perna de Pau: Helio Costa
Boneca: Carol Manalischi
Palhaça: Meyre Castro
Vidente: Hélio Costa
Malabarista: Dudu do Circo
Produção: Grupo Cinco sem lona
Duração: 50 minutos.

Fonte:

Textos: Grupo Cinco sem Lona
Critica: Igor Erbert
Fotos: Igor Erbert

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Atlântica a Menina da Floresta


Atlântica a Menina da Floresta é mais um texto do Grupo SodaClowstica, onde não só retrata a importância da Mata Atlântica como a situação crítica em que ela se encontra, hoje ela é o segundo Ecossistema mais ameaçado do Planeta. A dramaturgia conta a história desse Ecossistema desde a chegada dos Portugueses ( O Descobrimento) até os dias atuais, dos grandes desmatamentos. Nesse texto utilizamos a linguagem de teatro de rua, utilizando vários acessórios para exemplificar cada trecho de nossa história. Inicialmente e texto foi criado para ser apresentado no mês do meio ambiente (Junho) deste ano, e agora pela procura será apresentado no decorrer do restante desse ano.

Critica


Parece meio utópico dizer que todos um dia vão ter uma consciência de que nossos recursos são finitos, e que dependemos dele para sobrevivência nossa, de nossos filhos e netos, e é. Tudo parte de ações simples e de nós mesmos, porque o que adianta dizer que se preocupa, ter discursos e mais discursos na ponta da língua, e ainda continuar jogando bitucas de cigarro no chão. Parece pouco, mas não é.Pois isso se chama atitude, e enquanto não tivermos isso, que é o mínimo, há uma grande possibilidade das futuras gerações só saberem o que é um rio limpo, através das paginas frias de um livro.














Ficha Técnica:

Espetáculo: Atlântica a Menina da Floresta
Dramaturgia: Igor Erbert
Direção: Igor Erbert
Personagens: Atlântica
                     Mendigo
                     Indio
                     Portugueses
                     Escravos
                     Capataz
                     Operarios
                     Médicos
Produção: Grupo SodaClowstica
Duração: 40 minutos

Fonte:


Texto: Igor Erbert
Fotos: Nilson

sábado, 20 de agosto de 2011

SodaClownstica

Somos um grupo formado pelas oficinas de São Bernardo do Campo.Os integrantes do grupo já fizeram aulas de teatro, musica, dança e artes circenses. Nosso grupo tem o cunho de falar sobre algo que está ao nosso redor, e muitas pessoas não dão importância, o MEIO AMBIENTE. De inicio nós utilizamos a linguagem do Clown (Palhaço) para falar sobre o a importância da reciclagem em parques da cidade e escolas. Com o decorrer do processo começamos a utilizar também a linguagem de rua, o teatro de rua, desvinculando do Clown, mas sem que perdesse o foco que temos que  é o Meio Ambiente. O primeiro trabalho que fizemos foi a peça chamada, "Uma História em Ré, Ré , Ré" (Reciclagem, Reutilização e Redução).Abordamos de uma maneira simples e acessível a linguagem da reciclagem utilizando músicas para que atinja desde crianças até adultos.

Uma História em Ré, Ré, Ré


























































Ficha Técnica


Espetáculo: Uma História em Ré, Ré, Ré
Dramaturgia: Grupo SodaClownstica
Direção: Igor Erbert
Personagens: Empresario
                     Inventor
                     Varredor
                     Ambientalista
Produção: Grupo SodaClowstica
Duração: 40 Minutos

Fonte:

Texto - Igor Erbert
Fotos - Nilson

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Mário Bortolotto (1962)


Mário Bortolotto (Londrina PR 1962). Autor, ator e diretor. Dramaturgo de personagens à margem da sociedade, Mário Bortolotto é o representante contemporâneo mais próximo ao universo do autor Plínio Marcos, de linguagem cáustica e direta. Com produção vasta e constante, Bortolotto marca presença no teatro paulista a partir de meados dos anos 1990.
Em 1982, Mário Bortolotto, Lázaro Câmara e Edson Monteiro Rocha fundam, em Londrina, o grupo de teatro Chiclete com Banana que, a partir de 1987, passa a denominar-se Cemitério de Automóveis. Nesse ano integra um ciclo de novos diretores no Madame Satã em São Paulo, participando ainda de vários festivais no país.
Em 1994 a equipe transfere-se para Curitiba, remontando alguns trabalhos: Uma Fábula Podre, Curta Passagem e Nossa Vida Não Vale Um Chevrolet. Ainda em Curitiba estréiaVamos Sair da Chuva Quando a Bomba Cair e Cocoonings.
O lançamento de Leila Baby no Centro Cultural São Paulo, CCSP, 1996, marca a mudança do conjunto para a capital paulista; e, em 1997, estréia Medusa de Rayban, Será que a Gente Influencia o Caetano?, Postcards de Atacama Diário das Crianças do Velho Quarteirão, em 1998; e A Lua é Minha, em 1999, e Rolex-O Anti Velox , em 2000.
Em 1997, surpreende como ator em Santidade, texto de  José Vicente censurado na ditadura e, finalmente, colocado em cena por Fauzi Arap. Em 1999, está ao lado da atrizLeona Cavalli, em Disk Ofensa Linha Vermelha, de Pedro Vicente, direção de Nilton Bicudo.
Além de teatro, seu grupo passa a produzir também livros, CDs e filmes de curta metragem. Edita o jornal Urbano, divulgando teatro, música e literatura, trabalhos dos integrantes e amigos (livros, CDs, fitas demo, histórias em quadrinhos, filmes, fanzines, etc.).
Medusa de Rayban ganha prêmios e catapulta a presença do grupo em São Paulo. Sobre este texto, comenta a pesquisadora Sílvia Fernandes: "[...] Mas talvez seja Mário Bortolotto quem mais se aproxime, em Medusa de Rayban, de um hiper-realismo no retrato da classe média baixa, assumindo influências de Charles Bukovski e Sam Shepard, associadas a automatismos de comportamento de assassinos de aluguel, bêbados e artistas frustrados, resgatados de um mundo que o dramaturgo conhece bem, e talvez seja o mais próximo do universo dramático de Plínio Marcos".
Em 1999, em Londrina, estreiam Efeito Urtigão e Felizes para Sempre, texto e direção de Mário Bortolotto.
Em outubro de 1999 apresentam no Sesc Bauru o evento Beat Cemitério, uma jam poética sobre a literatura beat tendo como convidados os escritores Antônio Bivar, Reinaldo Moraes e Ademir Assunção (editor da revista Medusa).
Em 2000 a atriz Fernanda D'Umbra produz a Mostra Cemitério de Automóveis: quatorze espetáculos que permanecem em cartaz entre julho e outubro no Centro Cultural São Paulo - CCSP. A mostra rende a Mário Bortolotto o Prêmio Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA, de melhor autor do ano de 2000 pelo conjunto da obra, e o Prêmio Shell de melhor autor por Nossa Vida Não Vale Um Chevrolet, em 2001.




Fonte: Itau Cultural