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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Cinco sem Lona

Grupo circense formado em São Bernardo do Campo, de oficinas oriundas de um projeto Chamado Juventude Cidadã, está em atividade desde 2009.
Os integrantes do grupo estudam artes circenses em geral como, Palhaço, Malabares, Trapézio, Lira, Diabolô entre outras técnicas. Estão em cartaz com o espetáculo "Em busca do quinto elemento".



O Espetáculo - Em Busca do Quinto Elemento


Quatro Artistas criam uma trupe e resolvem registra-la, porém ocorre uma confusão entre os nomes, ela é registrada como Cinco sem lona, mas a trupe tem apenas quatro integrantes. A partir desse erro os integrantes começam a procurar mais uma pessoa para integrar o grupo, entretanto até isso se concretizar eles passam por muitas confusões dentro da magia do circo. O espetáculo é uma mistura da tradição com a contemporaneidade das artes circenses.









Critica


Eu não assisti a todas as apresentações do grupo Cinco sem lona, mas posso dizer que assisti a primeira e algumas outras no decorrer das atividades, processos e mudanças que estavam passando. Hoje posso dizer com convicção que vejo uma transformação muito gratificante e edificante nas técnicas e estrutura do grupo. Pois tiveram iniciativa de buscar objetivos e principalmente acreditar que podiam montar um espetáculo circense ao qual almejavam. Desculpem-me o termo, mas esse fato é pra calar a boca de muita gente que não acreditou, desdenhou, ou simplesmente menosprezou por capricho esse projeto, de que é possível lutar por algo transformador não apenas no palco, mas internamente, que nos faça ter o prazer de levantar da cama e ter a sensação de algo bem construído quando voltamos a ela. Como dizem: "Não existe um papel pequeno, mas sim atores pequenos." Posso dizer: "Não existe grupos pequenos, mas sim mentes medíocres que não acreditam que é possível seu próprio sucesso, ou o sucesso do próximo."

Ficha Técnica


Espetáculo: Em Busca do Quinto Elemento
Dramaturgia: Grupo Cinco sem Lona
Direção: Grupo Cinco sem Lona
Personagens:
Mestre de Cerimonias: Dudu do circo
Perna de Pau: Helio Costa
Boneca: Carol Manalischi
Palhaça: Meyre Castro
Vidente: Hélio Costa
Malabarista: Dudu do Circo
Produção: Grupo Cinco sem lona
Duração: 50 minutos.

Fonte:

Textos: Grupo Cinco sem Lona
Critica: Igor Erbert
Fotos: Igor Erbert

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Atlântica a Menina da Floresta


Atlântica a Menina da Floresta é mais um texto do Grupo SodaClowstica, onde não só retrata a importância da Mata Atlântica como a situação crítica em que ela se encontra, hoje ela é o segundo Ecossistema mais ameaçado do Planeta. A dramaturgia conta a história desse Ecossistema desde a chegada dos Portugueses ( O Descobrimento) até os dias atuais, dos grandes desmatamentos. Nesse texto utilizamos a linguagem de teatro de rua, utilizando vários acessórios para exemplificar cada trecho de nossa história. Inicialmente e texto foi criado para ser apresentado no mês do meio ambiente (Junho) deste ano, e agora pela procura será apresentado no decorrer do restante desse ano.

Critica


Parece meio utópico dizer que todos um dia vão ter uma consciência de que nossos recursos são finitos, e que dependemos dele para sobrevivência nossa, de nossos filhos e netos, e é. Tudo parte de ações simples e de nós mesmos, porque o que adianta dizer que se preocupa, ter discursos e mais discursos na ponta da língua, e ainda continuar jogando bitucas de cigarro no chão. Parece pouco, mas não é.Pois isso se chama atitude, e enquanto não tivermos isso, que é o mínimo, há uma grande possibilidade das futuras gerações só saberem o que é um rio limpo, através das paginas frias de um livro.














Ficha Técnica:

Espetáculo: Atlântica a Menina da Floresta
Dramaturgia: Igor Erbert
Direção: Igor Erbert
Personagens: Atlântica
                     Mendigo
                     Indio
                     Portugueses
                     Escravos
                     Capataz
                     Operarios
                     Médicos
Produção: Grupo SodaClowstica
Duração: 40 minutos

Fonte:


Texto: Igor Erbert
Fotos: Nilson

sábado, 20 de agosto de 2011

SodaClownstica

Somos um grupo formado pelas oficinas de São Bernardo do Campo.Os integrantes do grupo já fizeram aulas de teatro, musica, dança e artes circenses. Nosso grupo tem o cunho de falar sobre algo que está ao nosso redor, e muitas pessoas não dão importância, o MEIO AMBIENTE. De inicio nós utilizamos a linguagem do Clown (Palhaço) para falar sobre o a importância da reciclagem em parques da cidade e escolas. Com o decorrer do processo começamos a utilizar também a linguagem de rua, o teatro de rua, desvinculando do Clown, mas sem que perdesse o foco que temos que  é o Meio Ambiente. O primeiro trabalho que fizemos foi a peça chamada, "Uma História em Ré, Ré , Ré" (Reciclagem, Reutilização e Redução).Abordamos de uma maneira simples e acessível a linguagem da reciclagem utilizando músicas para que atinja desde crianças até adultos.

Uma História em Ré, Ré, Ré


























































Ficha Técnica


Espetáculo: Uma História em Ré, Ré, Ré
Dramaturgia: Grupo SodaClownstica
Direção: Igor Erbert
Personagens: Empresario
                     Inventor
                     Varredor
                     Ambientalista
Produção: Grupo SodaClowstica
Duração: 40 Minutos

Fonte:

Texto - Igor Erbert
Fotos - Nilson

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Mário Bortolotto (1962)


Mário Bortolotto (Londrina PR 1962). Autor, ator e diretor. Dramaturgo de personagens à margem da sociedade, Mário Bortolotto é o representante contemporâneo mais próximo ao universo do autor Plínio Marcos, de linguagem cáustica e direta. Com produção vasta e constante, Bortolotto marca presença no teatro paulista a partir de meados dos anos 1990.
Em 1982, Mário Bortolotto, Lázaro Câmara e Edson Monteiro Rocha fundam, em Londrina, o grupo de teatro Chiclete com Banana que, a partir de 1987, passa a denominar-se Cemitério de Automóveis. Nesse ano integra um ciclo de novos diretores no Madame Satã em São Paulo, participando ainda de vários festivais no país.
Em 1994 a equipe transfere-se para Curitiba, remontando alguns trabalhos: Uma Fábula Podre, Curta Passagem e Nossa Vida Não Vale Um Chevrolet. Ainda em Curitiba estréiaVamos Sair da Chuva Quando a Bomba Cair e Cocoonings.
O lançamento de Leila Baby no Centro Cultural São Paulo, CCSP, 1996, marca a mudança do conjunto para a capital paulista; e, em 1997, estréia Medusa de Rayban, Será que a Gente Influencia o Caetano?, Postcards de Atacama Diário das Crianças do Velho Quarteirão, em 1998; e A Lua é Minha, em 1999, e Rolex-O Anti Velox , em 2000.
Em 1997, surpreende como ator em Santidade, texto de  José Vicente censurado na ditadura e, finalmente, colocado em cena por Fauzi Arap. Em 1999, está ao lado da atrizLeona Cavalli, em Disk Ofensa Linha Vermelha, de Pedro Vicente, direção de Nilton Bicudo.
Além de teatro, seu grupo passa a produzir também livros, CDs e filmes de curta metragem. Edita o jornal Urbano, divulgando teatro, música e literatura, trabalhos dos integrantes e amigos (livros, CDs, fitas demo, histórias em quadrinhos, filmes, fanzines, etc.).
Medusa de Rayban ganha prêmios e catapulta a presença do grupo em São Paulo. Sobre este texto, comenta a pesquisadora Sílvia Fernandes: "[...] Mas talvez seja Mário Bortolotto quem mais se aproxime, em Medusa de Rayban, de um hiper-realismo no retrato da classe média baixa, assumindo influências de Charles Bukovski e Sam Shepard, associadas a automatismos de comportamento de assassinos de aluguel, bêbados e artistas frustrados, resgatados de um mundo que o dramaturgo conhece bem, e talvez seja o mais próximo do universo dramático de Plínio Marcos".
Em 1999, em Londrina, estreiam Efeito Urtigão e Felizes para Sempre, texto e direção de Mário Bortolotto.
Em outubro de 1999 apresentam no Sesc Bauru o evento Beat Cemitério, uma jam poética sobre a literatura beat tendo como convidados os escritores Antônio Bivar, Reinaldo Moraes e Ademir Assunção (editor da revista Medusa).
Em 2000 a atriz Fernanda D'Umbra produz a Mostra Cemitério de Automóveis: quatorze espetáculos que permanecem em cartaz entre julho e outubro no Centro Cultural São Paulo - CCSP. A mostra rende a Mário Bortolotto o Prêmio Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA, de melhor autor do ano de 2000 pelo conjunto da obra, e o Prêmio Shell de melhor autor por Nossa Vida Não Vale Um Chevrolet, em 2001.




Fonte: Itau Cultural

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Palco Aberto

Palco Aberto é o nome dado a uma manifestação artística que acontece na Cidade de São Bernardo do Campo, houve uma época que também se procedeu na cidade de Santo André. Ocorre em períodos esporádicos, hoje em dia o local em que recebe essa manifestação artística é o Parque Cidade-Escola da Juventude Città Di Marostica, no centro de SBC.


O que acontece nessa Manifestação?


Inicialmente uma variedade de números circenses de artistas oriundos não apenas de SBC, mas também de outros municípicos e Grande São Paulo. Hoje acontece também apresentações, números de teatro, dança, poesia, música entre outras diversas criatividades de que os artistas utilizam.


Estrutura do Palco Aberto


A primeira parte é aberta ao publico, ou seja, quem tiver algum número ou qualquer tipo de manifestação pode apresenta-lo(a). Não precisa ser necessariamente apenas artistas do local, mas qualquer pessoa que estiver presente.
A Segunda parte é mais fechada, pois só apresentará artistas com seus respectivos números ou apresentações que foram convidados ou que solicitaram presença previamente.


Palco Aberto que ocorreu no dia 29 de Março de 2011
























Fotos & Texto: Igor Erbert

segunda-feira, 28 de março de 2011

Hilda Hilst (1930 – 2004)



"Penso linhos e ungüentos
Para o coração machucado de Tempo.
Penso bilhas e pátios
Pela comoção de contemplá-los.
(E de te ver ali
À luz da geometria de teus atos)
Penso-te
Pensando-me em agonia. E não estou.
Estou apenas densa
Recolhendo aroma, passo
O refulgente de ti que me restou."


                                            Hilda Hilst


Hilda Hilst nasceu na cidade de Jaú, interior do Estado de São Paulo, no dia 21 de abril de 1930, filha única do fazendeiro, jornalista, poeta e ensaísta Apolônio de Almeida Prado Hilst e de Bedecilda Vaz Cardoso. Com pouco tempo de vida, seus pais se separaram, o que motivou sua mudança, com a mãe, para a cidade de Santos. Seu pai, que sofria de esquizofrenia, foi internado num sanatório em Campinas, tendo nessa época 35 anos de idade. Até sua morte passou longos períodos em sanatórios para doentes mentais.
Foi para o colégio interno, Santa Marcelina, na cidade de São Paulo, em 1937, onde estudou por oito anos. No ano de 1945 matricula-se no curso clássico da Escola Mackenzie, também naquela cidade. Morava, nessa época, num apartamento na Alameda Santos, com uma governanta de nome Marta.
Em 1946, pela primeira vez, visitou o pai em sua fazenda em sua cidade natal, Jaú.   Em apenas três dias, no pouco tempo que passou com ele, perturbou-se com sua loucura. Em "Carta ao Pai" diz a biografada:
"Só três noites de amor, só três noites de amor", implorava o pai, sim, o pai, ele nunca fizera uma coisa como essa, sim, era Jaú, interior de São Paulo, um dia qualquer de 1946, sim, a filha deslumbrante, tremendo em seus 16 anos, sim, o pai a confundia com a mãe, a mão dele fechada sobre a dela, sim, o pai a confundia com a mãe.
Por imposição da mãe, internada no mesmo sanatório em Campinas onde estivera seu pai, casa-se com Dante Casarini, em 1968. Escreve as peças "O visitante", "Auto da barca de Camiri", "O novo sistema" e "As aves da noite". "O visitante" e "O rato no muro" são encenadas no Teatro Anchieta, em São Paulo, para exame dos alunos da Escola de Arte Dramática, sob direção de Terezinha Aguiar. 
Em 1969 escreve "O verdugo" e "A morte do patriarca". A primeira recebe o Prêmio Anchieta. 
A peça "O novo sistema" é encenada em São Paulo, no Teatro Veredas, pelos Grupo Experimental Mauá (Gema), sob a direção de Terezinha Aguiar. Baseando-se nos experimentos do pesquisador sueco Friedrich Juergenson relatados no livro "Telefone para o além", Hilda Hilst iria se dedicar, ao longo desta década que se iniciava, à gravação, através de ondas radiofônicas, de vozes que, assegurava, seriam de pessoas mortas. No mesmo período anunciou a visita de discos voadores à sua fazenda.
Poeta, dramaturga e ficcionista, Hilda Hilst escreveu há quase cinqüenta anos, tendo sido agraciada com os mais importantes prêmios literários do país. Alguns de seus textos foram traduzidos para o francês, inglês, italiano e alemão.
Hilda Hilst faleceu em Campinas no dia 4 de Fevereiro de 2004.


Autoria para o Teatro



● 1967 – A Promessa
● 1967 – O Rato no muro
● 1968 – O Visitante
● 1968 – O auto da barca de Camiri
● 1968 – O novo Sistema
● 1968 – Aves da Noite
● 1969 – O Verdugo
● 1969 – A morte de Patriarca


"Colada à tua boca a minha desordem.
O meu vasto querer.
O incompossível se fazendo ordem.
Colada à tua boca, mas descomedida
Árdua
Construtor de ilusões examino-te sôfrega
Como se fosses morrer colado à minha boca.
Como se fosse nascer
E tu fosses o dia magnânimo
Eu te sorvo extremada à luz do amanhecer."

                                                                        Hilda Hilst



Referências: Releituras.com/ Hilda Hilst
                   http://www.angelfire.com/ri/casadosol/hhilst.html

Teatro do centro da terra (2001)

Platéia


O Teatro do Centro da Terra, situa-se a doze metros abaixo da superfície terrestre. Foi inaugurado no dia 3 de setembro de 2001, após dez anos de obras e escavações no quarto e quinto subsolos de um edifício, no bairro do Sumaré. Seu nome vem da sua localização subterrânea e é, também, uma homenagem ao espetáculo Viagem ao Centro da Terra realizado, em 1992, pela Kompanhia Teatro Multimidia de São Paulo.
Além da sala de apresentações equipada para atender um público de cem pessoas, o Centro da Terra ocupa os quatro andares superiores do edifício com salas de ensaios e atividades diversas dos seus núcleos de pesquisa (interpretação, dramaturgia e montagem). Desenvolve, também, crescente atividade didática.

Escavação




Sem Poltronas
























Fonte: Site Teatro do Centro da Terra